MASSACRES EM ESCOLAS QUE MARCARAM O MUNDO

MASSACRES EM ESCOLAS QUE MARCARAM O MUNDO

No dia 13 de março de 2019, dois atiradores mataram pelo menos oito pessoas, sendo cinco delas crianças, na escola estadual Professor Raul Brasil, em Suzano (Grande São Paulo) os atiradores se suicidaram em seguida . Relembre alguns casos de crimes em instituições de ensino que marcaram o mundo.

Creche Fabeltjesland (Bélgica, 23 de janeiro de 2009)

Heath Ledger entrou para a história do cinema com sua performance em Batman – O Cavaleiro das Trevas, uma das mais icônicas dos últimos anos. Mas sua atuação também inspirou coisas ruins. Em janeiro de 2009, Kim De Gelder, de 20 anos, pintou os cabelos de vermelho, aplicou uma maquiagem parecida com a do Coringa, e entrou armado num berçário em Dendermonde, na Bélgica. Segundo sites de notícias da época, ele esfaqueou 15 pessoas e matou três. Duas delas eram bebês com menos de um ano de idade. A outra vítima foi uma mulher de 54 anos, que trabalhava no lugar. O crime aconteceu exatamente um ano depois da morte de Heath Ledger. De Gelder confessou o crime e foi a julgamento.

A escola Ikeda é uma instituição filiada à Universidade Osaka Kyoiku, no Japão. Em 2001, Mamoru Takuma, um homem de 37 anos que já havia trabalhado como zelador na escola, entrou no estabelecimento com uma faca. Ele feriu 15 pessoas e matou 8. Todas as vítimas eram crianças de 7 e 8 anos. Depois de ser preso, Takuma mostrou muita instabilidade mental, apresentou comportamento suicida, e chegou a dizer que preferia ter usado gasolina para ter matado mais pessoas. Ele foi executado em 2004.

École Polytechnique (Canadá, 6 de dezembro de 1989)

O pior caso de massacre de estudantes no Canadá aconteceu no final dos anos 80, na escola de engenharia da Universidade de Montreal. O responsável pela tragédia foi Marc Lepine, um homem de 25 anos, que “odiava feministas”. Segundo o relato do crime, ele entrou em uma sala da faculdade com um rifle semiautomático e uma faca de caça e ameaçou um grupo de estudantes de engenharia mecânica. Depois de expulsar os homens, enfileirou as 9 mulheres da turma e disse: “Estou lutando contra o feminismo. Vocês são mulheres, vocês serão engenheiras. Vocês são um bando de feministas”. E abriu fogo. Além das nove mulheres baleadas na sala de aula, outras 18 foram feridas nos corredores da faculdade. 13 morreram. Depois de 20 minutos de terror, Lepine se matou. O crime chamou atenção pela sua motivação misógina.

Massacre de Erfurt (26 de agosto de 2002)

Um dos ataques armados a escola que mais chocou a população alemã terminou com 17 mortos e outras sete pessoas feridas em 2002. Tudo graças ao plano de vingança de Robert Steinhäuser, um ex-aluno que havia sido expulso um ano antes da Escola Gutenberg por falsificar documentos. O jovem, que tinha 19 anos na época do crime, entrou na escola com roupas de ninja, uma máscara e duas armas, e atirou em diversos professores que encontrou pelo caminho. Só parou quando um dos professores o enfrentou e conseguiu encurralá-lo em uma sala de aula. Lá dentro, Robert se matou.

 

 

Fonte: Super interessante